terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Natal e outros significados

Depois que eu cresci e o papai noel já não era mais tão esperado afinal meus pais eram o papai noel e acabavam antecipando os presentes, perdi um pouco da magia do natal. Quando o Gabriel nasceu, tão pitico e nem entendia nada nós ainda não davamos muita importancia ao natal até que o Gabriel deu uma crescida e começou a se encantar com as luzes, a arvore, o papai noel e nós começamos a ter um novo significado para essa data. 
Com a chegada do Joaquim próximo ao natal e tendo eu conseguido o desejado parto, a experiencia da amamentação e a gratidão a vida me fizeram ter um enorme carinho por essa data. 
Aprendi que na verdade os presentes do Natal são esses. O Joaquim que ama a arvore e quando acendemos os piscas piscas, ele canta parabéns e dança! 
A gratidão a vida, poder estar com a minha familia, a nossa saude, a união, poder ter grana para comprar o presente para os meninos e esperar ansiosa para quando eles abrirem! 
Nossos filhos chegaram para renovar a vida e essa data que antes eu não entendi o porque de tanto encanto! De fato, Natal não é presente. E quando damos o presente o sentimento de felicidade que dá é muito bom, pelo menos eu amo presentear!
Aqui em casa o Gabriel ganhou um calendario para contar os dias que antecedem ao natal, todos os dias ele vai lá na geladeira (onde esta o calendario) e conta quantos dias faltam! Falta um dia para o papai noel chegar e o nós estamos super ansiosos.
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Na manhã do Sabado o Gabriel já acordou super animado. Passamos o dia fazendo as comidas para a ceia de natal. 
O Gabriel viu em algum lugar que deveria ter biscoito e leite para o papai noel e que deveriamos dormir também, só depois de dormir que o papai noel chegaria. 
Eu mostrei para ele na pagina do facebook da NASA o papai noel viajando o mundo e disse que faltava pouco pra ele chegar na nossa casa e então ele resolveu ir dormir. 
Lá na casa dos meus pais nós não temos esse costume, geralmente abrimos os presente após a ceia. Mas enfim, lá pelas nove e meia da noite, ele acordou e viu os presentes embaixo da arvore e ficou muito feliz. Abrimos os presentes e foi só felicidade. 
Ele amou e o Joaquim também ficou muito feliz, dava uns gritinhos e falava algumas coisas. Ele amou ganhar uma bola de futebol pequena e ficou brincando. O Biel ganhou a Doutora Brinquedos e os outros personagens e também o Super Wings. Ele disse que foi tudo lindo.
Nosso coração fica cheio de amor com esses momentos! 
Parece que aos poucos o Natal vai trazendo tradições novas e esta sendo uma delicia viver tudo isso com minha familia!
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Sempre tiramos mil fotos no dia a dia mas nas principais comemorações, curtimos tanto os momentos que acabamos não registrando nada. Dessa vez não foi diferente, não tiramos foto da familia e nem dos meninos. Mas dizem que os melhores momentos não tem fotos né!? Por aqui é sempre assim! 
Hoje rolou algumas fotos dos dois no quintal de casa, nesse solzão de verão com gorro de papai noel. O Joaquim não estava muito afim mas as fotos ficaram tão lindas! 








Esse foi o nosso natal de 2016! 💙

Feliz Natal pra todos

sábado, 26 de novembro de 2016

Festa Marinheiro - Joaquim 1 ano

Antes dessa festa acontecer de fato, tive muitas duvidas sobre fazer ou não. Além do trabalho e do gasto que dá, gostaria que fosse algo que realmente tivesse presença e sinto que conforme o tempo passa muitas pessoas se afastam. É engraçado que no primeiro filho, temos muitos amigos, a família, todos empolgados. Chá de bebê lotado, aquela euforia quando nasce para vir visitar. Conforme a criança vai crescendo você vai vendo que quase ninguém vem mais. No segundo filho, as pessoas te desejam tudo de bom e mal aparecem. O chá de bebê do Joaquim foram pouquissimas pessoas e é muito chato quando você convida, porque se você convidou a pessoa tem importância para você e as pessoas não comparecem, não fazem questao nem de dar uma desculpa ou quando lembra só depois de ver uma foto nas redes sociais e da qualquer desculpa. Quando decidi fazer a festa do Joaquim, fiz pensando em cada uma das pessoas que convidei e o quanto nos faria felizes a presença delas. Pois bem, muitas pessoas não foram mas aquela velha história, quanto mais filhos menos pessoas por perto. Ficam apenas os que realmente se importam e realmente foram! E foi uma delicia! 
Mas chega desse drama no post e vamos as fotos da festa que ficou linda demais. 
A decoração do aniversário já tinha sido escolhida desde o chá de bebê. Acho fofo demais o tema marinheiro mas com o Gabriel acabou não rolando de fazer e agora ele já está na vibe dos desenhos e personagens e escolhe o tema da festa. Então foi com o Joaquim que resolvi fazer esse tema. Sem ser ursinhos marinheiros, que é o que mais se encontra. Foi uma decoração totalmente home made, tive ajuda da minha amiga Taina e da minha irmã Amanda. Muitas referencias no pinterest, fomos na vinte e cinco de março uma semana antes da festa e no final ficou linda demais a decoração!












As fotos mostram bem os detalhes, ficaram lindos demais! Espero que tenham gostado.
Beijos 












quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Um ano de Joaquim


O tempo não perdoa e está voado!
Quando penso que hoje completa um ano que o Joaquim nasceu, me lembro da gravidez e do parto. Ah esse parto, falo tanto dele, já imagino quando for mais velha vou ficar contando e lembrando. Que experiência mais fantástica, viveria tudo de novo. 
Lembro exatamente o momento que eu peguei no colo, senti aquele corpinho quente, o choro doido e a calmaria após seu nascimento. É nítida a lembrança, dentro de mim só conseguia sentir uma explosão de sentimentos, amor, orgulho, vitória e alivio. 
Quando meu lembro dos dias passando, tantas preocupações, tantos medos, tantas angustias mas tantas vitórias, tantas felicidades e muito amor. Quando estava prestes a volta de licença maternidade, sentia um pavor gigante de desmamar e olhas nós aqui, um ano completo de amamentação. 
Realmente ter o Joaquim foi marcante, qualquer filho será, independente de como for. Mas pessoalmente falando, ele chegou me ensinando tantas coisas, desde a gestação e a principal é paciência. Se acalmar e esperar que as coisas em sua maioria tem hora certa para acontecer e se exaltar, desesperar, só vai tornar tudo muito mais dificil. 
Espero que esse novo ciclo da vida do meu pequeno traga mais alegrias e descobertas. Logo ele vai para a escola e vai começar a ter contato com o mundo, essa parte é tão dificil e com o segundo filho está mais ainda. 
Mas as conquistas nesse ultimo mês foram bastante até:

Peso e medida, não sei. Ainda não fomos ao pediatra esse mês;

Já fica em pé sozinho, anda apoiado nos móveis e engatinha super rápido;

Já consegue se comunicar com a gente, pede água, comida, colo e tem muita personalidade. Fala mã, vó, pai, abi (Biel), Mia, linda e outras coisas em sua própria lingua;

É um bebê meio tímido mas simpático. Está na fase grude com a mãe, só quer o meu colo e é super dificil ir com outra pessoa, até com o pai chora, só serve o colo da mãe;

Já tem dormido a noite inteira, as vezes acorda de madrugada mas está bem mais raro;

Quer comer nossa comida a todo custo, já estou dando a comida que faço para a família mas ele se interessa por qualquer comida, doce, salgado e bebidas também. Tá uma loucura;

As brincadeira do momento é abrir e fechar potes. Brincar com as colheres e fazer bastante barulho;

Finalmente nasceram os dentes, temos os dois dentes de baixo;

Vai rolar festa de um ano;

A amamentação continua firme e forte.


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Lembranças e memórias da gravidez

A nostalgia é inevitável, Joaquim esta prestes a completar um ano. E estou super sensível em relação a essa data, não só por estar próximo ao primeiro ano de vida dele mas por me lembrar momentos tão marcantes da minha vida. O Gabriel quando chegou a nossa vida, mostrou para mim o que era ser mãe e me ensinou tantas coisas e por total influencia do que foi a maternidade exercida para ele e com ele, chegamos ao que fui e sou para o Joaquim. 
Existia um desejo muito forte da minha parte de ter um segundo filho e ainda assim eu tinha certeza que ele demoraria a chegar mas ele veio, é o poder das palavras que jogamos no universo! 
Quando eu descobri a gravidez, foram muitos sentimentos envolvidos mas o principal foi de renovação. Uma nova vida e tudo que ela traz para nós! 
Escrevi um texto para ele assim que descobri sua chegada e desejei que fosse o melhor momento, que fosse inesquecível e que gestar fosse tranquilo. Mesmo com o Bruno longe, a gravidez foi como deveria ser, saudável e feliz! Estava bem, disposta e consegui cuidar de tudo.
Gestar o Joaquim foi uma experiência mais tranquila, me sentia segura e tinha total convicção das minhas escolhas. E elas foram totalmente consciente! 
Preparar a chegada dele, escolher as roupas, curtir a barriga, me preparar para o parto, amamentação, pensar no irmão mais velho, na nossa vida num geral. 
A mãe do Joaquim se preparou para um bebê igualzinho ao Gabriel e teve uma bela surpresa sobre seres humanos, mesmo sendo gerados, gestados e paridos pelos mesmos pais são completamente diferentes. 
Faltam alguns dias para chegar ao dia oito de novembro mas só consigo me lembrar de tudo que vivi a um ano atrás, a espera, ter paciência, aguardar os sinais e tudo que o final da gestação traz!
Nesse mesmo momento a um ano atras, nós fizemos uma despedida da barriga, pedi que o Joaquim viesse e que tudo estava pronto para sua chegada. É uma delicia lembrar tudo isso, que experiência fantástica nossa família, estava para viver! 
Os últimos dias de gravidez foram um verdadeiro teste de paciência, todos os dias eu acordava achando que finalmente o dia tinha chego e na verdade nada acontecia. Dentro da minha barriga estava muito bom mesmo. Meu quadril doía, sentia cada dia mais pesado e se mexer deitada na cama estava cada vez mais impossível. Sentia muita azia, muito cansaço e muito tédio. Me lembro de reclamar de não ter "nada" para fazer, que bobinha. As consultas de pré natal eram aqui em casa, as meninas vinham nos ver e sempre era uma delicia, conversávamos muito.
É tão bom ter essas lembranças, o sentimento é de saudades mas ao mesmo tempo não, porque não é fácil ter dois bebês em casa, mesmo que um deles tenha 3 anos e 3 meses, haha
A gravidez do Joaquim não faz com que a do Gabriel seja ruim, mas ela trouxe uma sensação diferente. No Gabriel me sentia muito criança e muito imatura. Aos poucos, conforme o Gabriel cresceu, eu também cresci. Mas com o Joaquim não, eu sabia exatamente o que queria e como queria. Pouco fui influenciada e super tomei as rédeas de tudo. Isso para mim fez a gravidez ter sido mais tranquila, estar segura e feliz com as escolhas fazem total diferença. E acredito que por isso goste tanto de lembrar da gestação, parto e até do pós parto horrendo, haha. 


Sem duvidas, teremos mais posts durante essa semana. Devaneios de mãe né? :)

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Onze meses de Joaquim!

O tempo passou voando e nós já chegamos aos onze meses de Joaquim, é inacreditável. Esses dias me peguei pensando no parto, primeiros dias, adaptação e hoje bate a maior saudade. O Joaquim completou onze meses no sábado mas só agora consegui sentar e escrever sobre o resumo desse mês intenso e cheios de descobertas. Vamos lá!

   


  • Esse mês nós fomos ao pediatra e o Joaquim estava pesando 8,100 kg e medindo 72 cm;
  • Já se apoia nos móveis para andar e já esta arriscando soltar para andar mas ainda não tem muita firmeza nos pés. Tem bastante coragem e se joga;
  • Já brinca muito com todos. Não costuma estranhar ninguém e tem suas próprias brincadeiras e faz bastante gracinha para nós, super charmoso;
  • Continua super desligado da TV e continua preferindo música. Curte até dançar;
  • Cortou o cabelo pela primeira vez e foi muito diferente do Gabriel. Não sei se foi por conta do ambiente, nós o levamos num salão que só corta cabelo de bebê e crianças pequenas. Ele ficou a maior parte do tempo quieto, paradinho e até sorria para moça que cortou o cabelo. O atendimento foi muito bom e por mais caro que tenha sido (60,00), adorei mas espero na próxima levar no lugar onde o papai leva o Gabriel. Nós optamos por cortar apenas com a tesoura e deixar a maquininha para quando ele for maiorzinho, assim como fizemos com o Gabriel;
  • Ele deu uma crescidinha e nós conseguimos começar a usar as roupas tamanho doze meses da Carters e aqui do Brasil estamos quase chegando aos tamanhos de nove meses e m/g;
  • O sono está melhorando, tivemos uma melhora considerável este mês, afinal no anterior sofremos muito com a angustia da separação. Ele tem dormido a noite mas pelo menos uma vez acorda para mamar;
  • Continua aceitando todos os alimentos que oferecemos. Já está aceitando pedaços e comidas mais secas sem a necessidade de ter um purê. E está ficando maluco com a nossa comida, temos que tomar cuidado porque ele quer tudo o que comemos. E briga e fica bravo se não damos. Já aceita água, água de coco no copo ou canudo;
  • Já está falando algumas palavras: vó, vô, olha, mia, pai, mã e titi. Aponta com o dedinho as coisas que quer e quando quer colo, levanta os braços;
  • Adora brincar com brinquedos mas ama abrir as portas dos armários e tirar tudo de lá de dentro. É uma felicidade sem fim;
  • Continua mamando em livre demanda mas percebo que cada vez mama menos. Pretendo começar uma remoção gentil do mama de madrugada após ele completar um ano e começo a pensar no desmame. Por enquanto continuamos na amamentação. 


É isso, beijos!

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Rotina com dois filhos pequenos

O Gabriel era um bebê de três anos e três meses recém completos quando o Joaquim chegou de fato em nossa vida. Eu como sempre ansiosa e desesperada já temia a rotina e os afazeres desde quando descobri a gravidez, poderia ser angustiante na época mas hoje vejo quanto tempo perdi me preocupando antecipadamente. Isso não quer dizer que foi fácil ou que é fácil mas que nós conseguimos aprender e reinventar a vida. 
Como nosso parto foi domiciliar, nós tivemos que dar conta de tudo desde o principio do principio e nos adaptar. O Joaquim nasceu as seis e meia da manhã e o Gabriel chegou em casa para conhece-lo por volta das seis da tarde e nós ficamos sozinho lá pelas oito da noite. Eu e o Bruno, cuidando de dois.
Os primeiros dez dias foram os mais sufocantes para mim, afinal ter passado treze horas em trabalho de parto, muito do ativo e fiquei quase três noites sem dormir direito. Somando esse cansaço, tivemos o começo da amamentação que como já relatei aqui no blog, não é simples e fácil. É um teste bem dificil! 
No começo o tempo era dividido entre as mamadas do Joaquim e assim nós fomos vivendo. No caso o bebê vivia no colo, mamando ou no colo, dormindo. Muito, muito e muito colo.   






Nós não nos preparamos com comida congelada mas tive o privilégio de contar com meu marido 100% do tempo, então ele ficou encarregado de fazer a maioria das comidas e a minha avó que mora no mesmo quintal, ela nos ajudou muito com as roupas. Eu não me lembrava o quanto um recém nascido sujava roupas e o Joaquim nasceu com três quilos e era pequeno, então usou o mês todo meia duzia de roupas. Só cabiam as roupas RN da Carter's e as que eu comprei aqui no Brasil, não serviam. E foi loucura, sujamos muitas e muitas roupas. 
O Gabriel foi para escola por mais uns vinte dias e logo entrou de férias. Nós passamos a cuidar dos dois em tempo integral.
Para mim a melhor forma de falar sobre a nossa rotina com um recém nascido é pela noite. Afinal dependendo do que acontecia a noite, a rotina seria diferente pela manhã.



A primeira noite logo após o parto foi louca mas não pelo bebê e sim por mim. Eu senti muitas dores musculares, parecia que um caminhão havia passado por cima de mim, sentia também muitas dores no quadril e não conseguia ficar deitada de lado e isso dificultou muito. Meu bumbum por ser grande faz com que eu não consiga deitar de costas, porque doí muito a lombar ou seja não encontrava uma boa posição para dormir. Fora que quando pegava no sono, sonhava com alguma contração, falava, gemia de dor e ai o Bruno me acordava ou eu mesma acordava no susto. É a mesma sensação de quando vamos dormir logo após passar um dia na praia, ficamos na água do mar sentindo a onda e quando dormimos, sentimos como se estivéssemos no mar ainda. Quando enfim conseguimos relaxar e dormir, o Joaquim acordou para mamar e logo depois voltamos a dormir. Nós ficamos cansados demais e no dia seguinte perdemos a hora de levar o Gabriel para a escola, foi uma coisa bem complicada, afinal eu estava cansada, podre e moída. O Bruno então nem se fala, porque ele não parou um segundo de fazer as coisas, limpou a casa junto com as parteira e depois lavou tudo de novo. Me ajudou na madrugada, trocou fralda, limpou coco, me ajudou a me posicionar para amamentar e mal conseguiu descansar.
Acontece que o Gabriel acordou e queria atenção, não foi fácil, nós enrolamos muito ele, colocamos TV, demos bolacha, tentamos de tudo para ele ficar quieto, sem barulho, para gente conseguir ter um descanso e aí que a minha sogra chegou, junto com a minha outra avó e nossa, que alivio! Rede de apoio é fundamental. Consegui enfim descansar tranquila, sem peso na consciência do Gabriel ficar sozinho assistindo TV. Minha sogra levou ele para andar de motoca pelo bairro, minha avó lavou a louça e a minha outra avó a roupa. E conseguimos enfim tirar um cochilo.



Nossa rotina foi seguindo um ritmo tranquilo, o Joaquim mamava de três em três horas. E nesse meio tempo na maioria da vezes nós dormíamos. O Bruno acordava cedo e levava o Gabriel para a escola e voltava, era a hora de tomar café da manhã e logo em seguida voltava a dormir, o Joaquim na primeira semana dormia bem durante o dia. Mas logo começou a esquentar e ele odiava o calor e não conseguia dormir. As primeiras duas semanas, nós nos adaptamos com a rotina de sono, era picada mas a noite ele dormia tranquilo e a pior parte era trocar ele (até hoje a pior parte é trocar, o Joaquim odeio tirar roupa e fralda).  
Os primeiros vinte dias de vida do Joaquim, eu parecia um zumbi, me sentia um lixo, mal conseguia pensar em viver o mundo lá fora. A amamentação foi algo que me empenhei e isso significa que durante todo esse período de tempo, eu estava sentada em algum lugar (sofá ou cama), só de sutiã, descabelada e com olheiras. Sempre a espera da próxima mamada que poderia ser em cinco minutos ou em duas horas e que poderia durar dois segundos ou uma hora. Algumas mulheres não passam por isso mas para mim foi algo necessário, a dedicação e empenho nos levaram a sucesso da amamentação. Foi um mês inteirinho com o Joaquim aninhado no colo, a maioria do tempo mamando, com o meu celular do lado tocando musica, alta e ninando ele. 
Enquanto eu vivia submersa nesse mundo amamentação e recém nascido cagão. O Gabriel estava sempre por perto brincando mas também passeou bastante, ia muito na casa da minha mãe, minha irmã ficava bastante tempo aqui em casa também, minha avó levava ele para ficar com ela na casa dele e ele ama muito todo esse paparico. Nós fizemos o possível para não sentir que foi deixado de lado por nós e deixávamos  a livre escolha do que ele poderia fazer. 
Conforme o Joaquim foi crescendo a nossa rotina foi se readequando as mudanças. O horário de mamar, de comer, de brincar, da soneca, do banho e dormir. Tentamos adequar e adaptar os horários dos dois o mais próximo possível, assim fica mais simplificado para nós também. 


O horário de acordar começa pelo Gabriel, antes das oito para ir a escola e enquanto o Bruno leva, eu amamento o Joaquim e na maioria dos dias ele continua a dormir e só acorda lá para as nove e meia da manhã. 
Eu saio de casa antes das dez da manhã, o Joaquim fica com o pai em casa e come a fruta da manhã, fica sentado na mesa do café e come umas bolacha de maizena. As vezes tira soneca, as vezes fica brincando, depende do dia. Por volta da meio dia e meia é o almoço dele. Ele come e logo depois a titia vem pegar ele. Durante a tarde ele tira uma soneca e come mais uma fruta.
Eu os busco quando chego do trabalho, primeiro pego o Gabriel e depois o Joaquim.
Quando chegamos em casa, é hora de fazer um lanche com o Gabriel e amamentar o Joaquim. Após feito isso nós três entramos no banho e em seguida vamos arrumar o nosso jantar, depende do dia o Bruno já adiantou alguma coisa, as vezes tudo e as vezes nada!


O jantar na maioria das vezes é as sete e quinze. Logo após o termino, nós deixamos os dois brincar juntos, brincamos com eles, assistimos TV e vamos nos acalmando para dormir. O processo para dormir começa as nove e quinze e até as dez os dois dormiram. O Gabriel dorme na cama dele e o Joaquim mama na minha cama e quando termina já vai para sua cama também.
Quando as crianças dormem, nós vamos arrumar toda a bagunça. Tirar louça suja da mesa, guarda a comida do jantar, tirar roupa suja caminho e também vamos fazer algo por nós, o Bruno joga vídeo game, eu mexo no celular ou computador. Durante a semana quando nós fugimos do cronograma na maioria das vezes, fica mais cansativo. Não gosto de sair dessa rotina na semana. Afinal, ela facilita a nossa vida. Lembrando que o Joaquim ainda acorda de madrugada, pelo menos uma vez para mamar. Mas mama, logo dorme e volta para a cama dele.


No final de semana é sempre mais exaustivo porque não seguimos essa rotina e temos muitas coisas para fazer. Limpar a casa (quarto montessoriano, tem que faxinar toda semana), lavar roupas, guardar roupas, ir ao mercado, ir a feira, prepara a casa para a semana que logo vai começar. Fora os compromissos e as vezes fazer nada (meio dificil mas as vezes acontece).
Conforme o tempo passa e eles vão crescendo, se conhecendo, tudo vai ficando mais simples. O Joaquim ainda solicita muito colo, chora bastante, ele gosta de fazer muita bagunça e odeia ouvir não. O Gabriel gosta de assistir desenho e brincar com seus brinquedos, chama a gente para brincar, gosta de me ajudar com a comida, olhar a comida sendo feita, adora roubar uns tomates e fica rondando pedindo atenção também. Mas hoje já é muito mais prático do que antes. O bebê já engatinha, já sabe explorar o ambiente e quando é pequeno e não senta, fica reclamando o tempo todo. Ainda bem que existe o sling, ele me salvou muito quando o Joaquim ainda era um neném. Mas a nossa rotina é um tanto puxada e totalmente voltada para o bem estar dos nossos filhos. É a vida e nós sempre soubemos que não seria fácil.






O Joaquim tem quase onze meses e nós conseguimos adequar a rotina que dá certo para nós faz pouco tempo e ainda temos muitas coisas a ajustar e melhorar. Esses dias pela primeira vez consegui fazer uma faxina completa, sem deixar nada para trás e o Joaquim tem quase onze meses. Demora para a vida se alinhar mas com paciência nós vamos nos adequando. Logo muitas coisas vão mudar e vamos nos adaptando.

O post ficou mega longo mas acredito que tenha dado para ter uma noção do que fazemos e se isso ajuda! Já tive um comentário por aqui, me perguntando como dar conta de dois? E gente, sem a divisão das tarefas, não daria. Simples assim. Nós não temos empregada ou diarista, não temos carros (mercado e feira, faço sempre com a minha mãe e esse é o nosso momento), nós temos que nos virar e dar um jeito da coisa funcionar. Uma vez na semana o Bruno joga bola e as vezes aos finais de semana. Eu gosto de ficar sem fazer nada quando todos estão dormindo, amo as sonecas sincronizadas e adoro acordar mais cedo que todos no sábado e tomar café lendo alguma coisa ou assistindo algo do meu interesse.
É isso, beijos!



quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Desculpe o transtorno, preciso falar sobre festa de aniversário

Sempre fui a favor de festa em aniversário, amo comemorar o meu aniversários e acho bizarro quem não o faz. Acredito ser a comemoração de um ciclo que se inicia e nada mais delicia do que comemorar, certo? Acontece que após o nascimento dos meus filhos, sempre estamos no dilema de fazer ou não uma festa grande. Como mãe de segunda viagem nós vamos aprendendo e foram essas experiencias que me fizeram chegar nesse texto. 
Quando o Gabriel era um bebê prestes a completa um ano, nós já estávamos com a data, o tema e todo arranjo pronto para a festa. Eu fiz questão de fazer uma festa bem legal e que por mais que a minha volta as pessoas falavam que talvez não fosse necessária, afinal, o bebê mal entende. É uma realidade, o bebê não entende, o Gabriel dormiu durante a festa e depois acordou meio confuso.
De qualquer formar, são quatro anos que nós fazemos festa para o Gabriel. Todas foram realizadas na garagem da avó e a maior parte da decoração feita por nós. Festas home made mesmo mas que não deixam de dar bastante gastos. 
Quando começamos a refletir se valeria a pena fazer uma festa de aniversário de um ano para o Joaquim, muitos questionamentos vieram para mim. Afinal, a primeira festa que fiz para ele foi o chá de bebê e nem todo mundo que convidei foi e muito menos justificou a ausência. Obvio que fiquei chateada mas no fim cheguei a conclusão que ali estava quem se importava de fato e não poderia perder meu tempo pensando em quem não teve disposição para comparecer. 
Voltando as festas passadas do Gabriel, isso foi algo que sempre me incomodou. A vontade de se fazer presente. Muitas das pessoas que nós convidamos para festa, não eram presentes na nossa vida e muito menos na do Gabriel, por exemplo. Gente que não conhece seus gostos, personalidade, brincadeiras e muita gente que ia apenas para dar uma passadinha e logo ia para um outro compromisso. E isso não muda quando o assunto é o Joaquim. A impressão que tenho é quanto mais filhos menos pessoas próximas e presentes!
Como eu sempre falo para meu marido, nós somos novos, os únicos dos nossos amigos que tem filhos e casados. Quase ninguém perde o rolê do final de semana para ir lá em casa passar um tempo com a gente, poucos entendem que nós temos alguns horários rotineiros e também que nossos filhos são pequenos e não tem paciência para ir a um local que não foi feito para a idade deles. 
É compreensível certas coisas mas ao mesmo tempo preciso que ao meu redor o mundo compreenda que não é justo então eu incluir na festa de comemoração da vida do meu filho quem não está nem aí para ele. Muita gente se sente ofendida por não ser chamada para a festa e não viu a criança no ultimo ano! Esse não é um texto para ofender ninguém mas só uma forma de reflexão sobre valer ou não a pena realizar uma festa para meu bebê e sobre todo o contexto que a festa envolve. 
Um gasto com uma festa ou brinquedos legais, roupas novas, passeio com a nossa família. O Gabriel entende o que é uma festa de aniversário e logo após o término da festa desse ano, ele já estava dizendo o tema da próxima. 
Mas o Joaquim mal entende o que isso significa e nós vamos comemorar do nosso jeito, só a família, só quem está no dia a dia dele, de uma forma simples mas com bastante amor envolvido. E ele também sente bastante medo quando tem muitas pessoas em volta, aglomerações, gente pegando ele, fica bem assustado na maioria das vezes!
E nós não vamos deixar de comemorar mas colocaremos em prática algo que a tempos nós desejamos e não realizamos. Poucos porém o necessário nesse momento! E isso não quer dizer que nós não vamos fazer nunca uma festa para ele mas essa em especial, nós dispensamos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O desfralde do Gabriel

Esses dias no Facebook apareceu na minha time line uma imagem falando sobre desfralde coletivo em escolas e sobre ser contra. Compartilhei a imagem e relatei bem resumidamente a minha experiência com o Gabriel e me lembrei de não ter deixado relatado por aqui.
No ano passado, logo após as férias, a professora nos disse que iria começar o desfralde da turma, já que ele estava com quase dois anos e meio e esse era o melhor momento para começar esse processo.
Eu já havia relatado aqui no blog que não concordava com a pressa da escola e da pessoas num geral em desfraldar. Rolava também uma cobrança e culpa, da minha parte também. Afinal, porque ele ainda não conseguia desfraldar, tinha uma pessoa x que o filho desfraldou com um ano e meio. Talvez eu que fosse uma péssima mãe. Nós costumamos comparar e isso é uma coisa péssima, sempre tento me controlar. Cada criança é unica. 
Na verdade o Gabriel não era nada interessado em fazer xixi no pinico e tinha medo da privada. Ele também pouco alcançava a privada e mal falava direito. E por mais que eu tenha comprado um pinico, ele ficava no banheiro, o Gabriel as vezes olhava, algumas outra sentava mas na maioria não dava bola.
Ele começou a "falar" cedo mas aos dois anos e meio não falava o suficiente e não tinha controle sobre a própria vontade de fazer xixi, ainda era automático. De qualquer forma eu havia autorizado a escola a tentar o desfralde, pensava que talvez ele vendo os amigos usarem o banheiro, despertaria vontade e interesse. Era um festival de cueca e bermuda suja. Uma vez ficamos mais de quarenta minutos sentados no pinico na sala de casa e só assim ele conseguiu fazer o xixi. Ele não tinha controle e se assustava com o xixi. Após algumas semanas tentando, sem um xixi na privada, a própria escola concordou comigo, dizendo que o Gabriel não estava pronto. 
Eu sempre acreditei que cada criança tem o seu tempo e que nós deveríamos respeitar isso. A criança tem que ser levada a sério, principalmente no que diz respeito aos seus limites e capacidades. 
Logo em seguida descobri a gravidez do Joaquim e rolou uma certa pressão de todos a minha volta, não por mal mas rolou, sobre o desfrade, afinal comprar fralda não é a oitava maravilha do mundo e comprar para dois, é um dinheiro! 
Mas ainda assim sempre disse que a hora certa ia chegar e nós dois estaríamos preparados. Muitas pessoas me disseram que com a chegada do irmão, ele regrediria em vários aspectos, principalmente desfralde, tirar a chupeta e tentaria ser um bebê. E novamente eu disse que tentaria ensinar e esperar a hora que fosse acontecer. 
O papai foi viajar para os EUA e de repente o Gabriel aprendeu a falar bem, formar frases e começou a demonstrar interesse em tirar a fralda, sentar no pinico (que ficava no banheiro desde os dois anos) e eu comecei a observar. Sempre que possível incentivava ele a usar o pinico, nem que fosse sentar e sempre que eu ia ao banheiro (grávida vai muito no banheiro), levava ele e nós falávamos sobre ele também usar o banheiro, perguntava se tinha xixi no pipi, enfim, não forçava mas tentava interagir e despertar curiosidade nele. 
Quando ele completou três anos, a professora me chamou e disse que muito provável ele estivesse preparado para o desfralde e então eu preferi começar em casa, em um final de semana. Nós conversamos, eu disse que ele ficaria de cueca e que sempre que sentisse vontade chama-se a gente para ir ao banheiro. Rolou alguns escape mas a maioria deu certo e ele conseguia nos avisar. Em uma semana ele já não tinha muitos escapes e já pedia para ir ao banheiro. Foi muito rápido e super tranquilo. Ou seja, ele estava preparado e confiante para iniciar esse processo.
Obviamente eu fiquei muito feliz de perceber que o meu instinto materno falou mais alto e eu respeitei o Gabriel. E também tive muito medo de começar o desfralde gravida de sete meses do Joaquim mas deu muito certo e o Gabriel não regrediu em nada. Continuou firme no desfralde e a chupeta quando o Joaquim completou um mês mais o menos, o Gabriel me deu a chupeta dele e disse que não precisava mais e nunca mais pediu. Mas nós falávamos sobre a chupeta, que era um acessório de bebê e que ele não precisava mais dela.
Hoje o Gabriel tem quatro anos e dois meses e esta completamente desfraldado e nós só colocamos fralda para dormir porque com o frio tava rolando alguns escapes. Mas na maioria das vezes ele acorda com a fralda seca. 
Ele deixa colocar a fralda mas se sente vontade fazer xixi, pede para tirar a fralda e vai ao banheiro. Já usa o vaso sanitário e as vezes faz em pé mas prefere sentar no vaso. 
Eu me culpava muito quando ele tinha dois anos e pouco e nada de desfralde, me sentia uma mãe preguiçosa mas conforme foi passando o tempo percebi que tudo tem sua hora! Dizem que o segundo filho desfralda mais rápido por ter a convivência com o irmão mas procuro não colocar expectativas e sempre repito que cada um tem seu tempo. 


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Dez meses de Joaquim!

O tempo está passando cada vez mais rapido e a cada dia o nosso bebê cresce mais! Chegamos aos dez meses, logo já teremos um bebezinho de um ano, não consigo acreditar. Mas vamos as conquistas do mês.

                    



  • Joaquim está pesando 7,750kg e medindo 71 cm. Está magrelo mas cresceu e é super ativo! Nada com o que se preocupar.
  • Engatinha com muita rapidez, brinca bastante e já anda segurando nos moveis.
  • Interage bastante com o Gabriel. Os dois brincam, já rola algumas disputas por brinquedo mas nada demais.
  • Não se interessa por televisão, continua curtindo muito musica, principalmente rock, mais barulhento e mais agitado.
  • Está dormindo mal, faz algumas semanas que esta dificil faze-lo pegar no sono, durante o dia e também a noite. As noites tem sido uma luta e geralmente trazemos ele para a nossa cama porque ele fica chorando e aí pode acabar acordando o Gabriel!
  • Já evoluimos nas roupas, passamos para calças de doze meses e blusas de nove meses! Finalmente roupas novas, não aguentava mais as mesma roupas.
  • Come super bem, aceita todos os alimentos. E esta sempre comendo!
  • A duas semanas percebemos que ele tem algum problema com alimentos da cor vermelha, principalmente beterraba e morango. Fica super assado e na ultima semana após comer o jantar, que tinha purê de beterraba, cenoura e mandioquinha, passou mal, vomitou e ficou com bastante dor na barriga! Estamos fazendo um pequenos tratamento de duas semanas com alguns remedios para melhorar a digestão dele! E estou evitando os alimentos que fizeram mal.
  • Outra coisa que notei foi que ele teve dificuldade com a troca de arroz, usamos integral e esse mês deu vontade de comer parabolizado e o Joaquim pareceu que também ficou mal por conta disso. Acreditamos que com a dificuldade de digerir a beterraba, somada ao arroz parabolizado que não tem tanta fibra quando o integral, também tenha ajudado na dificuldade de digestão!
  • Continua não aceitando outros liquidos, só agua mas quase nada.
  • Continuamos a amamentação em livre demanda!

    É isso, até o mês que vem! 

domingo, 28 de agosto de 2016

As melhores coisas da vida

Essa é uma frase um tanto clichê e muito verdadeira, afinal, as melhores coisas da vida não são coisas. São momentos, experiências e os sentimentos que guardamos em relação a tudo isso. 
Domingo acordamos as onze da manhã e pra quem leu o post dessa semana que passou, já sabe que mal dormimos nos ultimos dias e bem, mas tivemos uma noite relativamente boa (cinco horas de sono sem interrupção). E foi uma delicia poder acordar mais tarde, tomamos café da manhã e depois fomos na casa dos meus pais. A tarde, depois do almoço, levamos o Gabriel para andar de motoca, o Bruno foi de skate e eu fui levando o Joaquim no carrinho. E olhando os três assim, nessa sequencia, me peguei pensando em como sou sortuda por tê-los e viver momentos simples mas que enchem o coração! 
Quando penso na minha vida e como ela fluiu, sempre penso nesses lindos momentos! 
Eu comecei a namorar aos quinze anos e sempre tive a certeza que me casaria com o Bruno e que teriamos filhos. Desde sempre a nossa presença bastava, mesmo que para fazer nada, ficar em silencio vendo Tv ou conversando por horas sobre coisas aleatorias. Sempre sonhamos em casar, em como seria nossa vida e nossos filhos. E realmente tudo é muito melhor do que um dia imaginamos e melhoramos muito desde o começo. Tudo vem para ensinar a gente e como crescemos, evoluimos e juntos conseguimos melhorar cada dia mais. 
Ir com o Gabriel no parquinho, levar na escola, ir comprar um pão ou observar ele dormindo sempre me fazem refletir a sorte que eu tenho de viver ao lado de um serzinho que me ensina tanto! O Joaquim com que chegou para nos ensinar a ter paciência, começando pelo trabalho de parto e hoje com a sua personalidade, cheio de vontades e muitas vezes tão bravo! 
Ter a minha familia, enche o coração e as coisas mais simples que fazemos juntos são as melhores só porque estamos  juntos!
As vezes sinto aquele calorzinho no coração e a sensação incrivel de todas as minhas escolhas terem me trazido até aqui, exatamente aonde eu sempre quis estar e chegar. 
Porque esse post? Porque as vezes é bom falar sobre o que nos faz feliz! 



sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Crise aos nove meses

Existem algumas coisas que precisam ser relatadas e eternizadas nesse blog, como pretendo ser mãe mais uma ou algumas vezes, fica aqui o registro sobre o tal salto de desenvolvimento, crise da angustia da separação.
Logo que o Joaquim nasceu me senti muito sozinha em relação a troca de experiencia com outras mães, principalmente em relação a um recém nascido, afinal, todas as mães que eu conheço já estão com crianças maiores de dois anos e memória de mãe é aquela coisa. Aí eu entrei em um grupo de mães no facebook, chamado "Mamães na madrugada" e lia varias relatos por lá, amamentação na madruga e tals. Por lá muitos bebê já tinha dois ou três meses a mais que o Joaquim, o que acabava me antecipando o que estava por vir. E quando eu estava para voltar de licença, o Joaquim com seus cinco meses, no tal grupo havia uma série de relatos de mães zumbis com seus bebês de oito meses, que não dormiam, que só choravam, que reclamavam muito, que mal comiam, que passavam madrugadas no peito ou não. E eu pensava, que não ia acontecer comigo. O Joaquim ao fazer oito meses não teve nenhuma mudança e a vida seguiu, até que na semana passada começou tudo aquilo.
O Gabriel sempre foi um bebê bem tranquilo. Sempre tive a sensação que havia ganho na loteria, afinal, muitas mães reclamavam de varias coisas que seus bebês faziam e que o Gabriel nunca fez. A unica coisa que vivemos e foi complicado com o Gabriel, era a madrugada, pelo menos uma vez a noite ele acordava, gritava muito, chorava e voltava a dormir como se nada tivesse acontecido. Não foram noites tranquilas, durou até quase o Joaquim nascer, foi diagnosticado como Terror Noturno! Só isso. Mas de qualquer forma, o Joaquim é um bebê bem do tradicional, poe tudo na boca, chora muito, só quer colo, ama uma teta, quer atenção e enfim, passa por todas as crises e saltos de desenvolvimentos que um bebê pode passar. 
Acreditava eu, pobre mãe iludida, que passaria ilesa da tal crise da angustia da separação, pois é, não sai e como ainda vivo, venho dizer que não esta sendo fácil! 
São noites péssimas e chororô demais. O Joaquim dorme mal, muito mal, não pode me ver que chora e quer colo e as vezes ele me quer tanto que estar no meu colo com a minha atenção totalmente voltada a ele, não basta, ele quer mais! 
As noites tem sido interrompidas por choros e gritos ardidos, muito colo, peito, rejeição do peito, braveza, se joga do colo, empurra, não quer nada, dormir colado comigo, capotar, dormir e acordar de manhã revigorado como em uma noite tranquila de sono, enquanto nós estamos podres! 
Os dias tem sido de um bebê que só quer chão, explorar a casa, o quintal, o gato, quer comer absolutamente tudo que vê a gente comer, quer viver mas se me ver já era, me quer, não posso sair de vista e se por um acaso sair é choro e mais choro. Chega se jogar no chão e bater a cabeça. Eu já disse que ele só tem nove meses? 
Pois bem, a verdade é que estamos usando aquele famoso mantra "vai passar" e que passe logo! 
Obviamente eu relaciono a intensidade de toda a situação com o fato de que eu fico o dia fora mas não são tantas horas assim mas acredito que para um bebê pequeno é bastante tempo, são por volta de sete horas fora, levando em consideração que pela manhã quando eu saio na maioria dos dias ele está dormindo ou acabou de acordar. A angustia da separação em alguns bebês é muito mais intensa do que em outros e pode durar por algumas semanas ou mês, estou exausta, não sei nem como estou levantando todo dia de tanto sono, faz exatamente cinco dias que não dormimos mais do que duas ou três horas sem interrupção. Mas eu sei que logo isso vai passar e outras coisas mais difíceis vão chegar ou não. A real é que eu só queria deixar registrado esse momento e desabafar.

Como ficar brava com uma carinha linda dessa?



quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Você gosta do que?

Alguns assuntos são muito recorrentes e tem tantas coisas para serem faladas que rendem muitos e muitos posts. O parto é um assunto que ultimamente estava bem adormecido em mim, acredito que o fato de enfim ter vivenciado a experiencia, um ciclo se fechou para mim. Mas como sempre dizem que nós mulheres esquecemos tantas coisas, principalmente as dores e nos apegamos ao que amamos, principalmente quando se diz respeito a maternidade. Maternar doí bastante e inúmeras vezes porém não deixa de ser encantadora por uma série de aspectos. 
Esses dias estou sentindo uma enorme falta daquela sensação boa de quando estava grávida, quando estava ouvindo as musicas que inclui na playlist do parto, da sensação gostosa de saber que algo incrível estava para acontecer. Eu nunca planejei a chegada do Joaquim mas desejei muito gestar um segundo filho para me realizar e me curar de todas as coisas ruins que acontecerem na gestação do Gabriel. Vai fazer um ano no dia trinta e um de agosto que fomos em nossa primeira roda de gestante e foi onde conhecemos nossa parteira, a Raquel. Que saudades das consultas de pré natal e viver nesse mundo, parto humanizado, doula, gestação, tão intensamente. 
As vezes me sinto muito acoada de falar a respeito do meu parto e sobre tudo que envolve um parto respeitoso. Por incrível que pareça sem eu abrir a boca é como se eu estivesse julgando que não teve um parto normal, natural, humanizado e tudo mais. Não me sinto a vontade para falar sobre o parto! E isso é tão ruim. Eu que sempre acreditei que ao viver essa experiencia, tudo se intensificaria em mim. Mas eu aprendi muito na minha segunda gestação e uma dessas aprendizagens foi o fato de não julgar e não questionar absolutamente nada de ninguém. Não consigo falar sobre os benefícios de um parto normal, sobre o quanto buscar uma boa assistência faz total diferença, sobre como existe sim um SUS que funciona ou ainda uma casa de parto humanizado que pode negociar valores e garantir uma assistência incrível.  
Tenho tanto para compartilhar, amo falar sobre o parto, sobre as sensações, sobre a dor, sobre a ocitocina, sobre puerpério, sobre a amamentação, sobre a alimentação, sobre o bebê, sobre tudo que isso envolve. Mas não encontro ninguém que goste de falar comigo, que me permita falar, sem que pareça uma palpiteira de plantão. Eu gostaria realmente de dividir mas não sei como! 
É realmente evidente a quantidade de mulheres que já encontrei nesse caminho, ao longo desses três anos de aprendizagem de parto humanizado, conheço duas mulheres que tiveram o parto normal, os dois hospitalares e os dois com uma série de intervenções mas ainda assim um deles foi um pouco mais humanizado. Mas ainda assim, a esmagadora maioria não sabe nada sobre o parto e quando eu falo algo, muitos me dizem que seria impossível ter algo parecido com o que eu tive, talvez domiciliar sim mas em questão de atendimento dependendo de toda a situação é possível no minimo tentar. 
Na minha gravidez do Joaquim, todos sabiam que a minha vontade era ter um parto normal, respeitoso e só souberam que seria domiciliar com trinta e nove semanas. Mas ouvi muitas e muitas pessoas me dizendo para entregar na mão de Deus, que tudo daria certo. Acho isso um equivoco, se nós não nos mexermos nada cai do céu e depois não podemos responsabilizar a Deus por tudo que pode vir acontecer. Acreditei e confiei sim mas a partir do momento que tinha uma equipe que eu confiava, que acreditava na minha capacidade, estávamos todos preparados para qualquer eventualidade mas procurei deixar tudo o mais programado e acertado. 
Mas por que estou fazendo um post sobre isso, porque não faço a minima ideia se tenho leitores neste blog e como esse é um assunto que nem sempre interessa. Você lê o blog? Gosta do que eu posto? quais os assuntos mais legais? Curte quando falo sobre parto humanizado? Tem alguma sugestão?
Gostaria de saber, comentem por aqui, facebook, instagram, inbox, email, me contem :) 

Beijos 

domingo, 14 de agosto de 2016

Nove meses de Joaquim

Com um pouco de atraso venho contar sobre mais um mês do Joaquim e as suas conquistas.



  • Não sei o quanto engordou mas durante esse mês vamos ao pediatra e provavelmente vou fazer o post dos dez meses com a atualização de peso dele;
  • Não tem nenhum dente ainda e por hora acredito que nenhum vai nascer;
  • Engatinha super rápido e quando é possível já esta de pé. Se segura nas cadeiras e faz delas andador;
  • Mais uma vez está resfriado e estamos medicando, a vantagem é que dessa vez detectamos antes de ficar muito catarrento e nem febre ele chegou a ter;
  • Não aceita ouvir "não" e fica bem bravo, grita com a gente e chora. Muito fofo!
  • Fizemos o batizado do Joaquim, foi um domingo ensolarado e com um céu azul. Estava frio de manhã na hora da cerimonia. Fizemos um almoço com os padrinhos, os avós e bisas. Foi muito bom.
  • Começa a mostrar a personalidade, fomos em duas festas de aniversários e uma deles foi o do Gabriel. O Joaquim definitivamente é um bebê observador e não muito simpático. Não distribui sorrisos e é bem sério.
  • Essa semana percebi que ele está usando as mesmas roupas a quase quatro meses, temos varias roupas a espera dele crescer para começar a usar. Estacionamos nas roupas de tamanho seis meses.
  • Continua aceitando todas as comidas, com pedacinhos mas com algo mais pastoso, geralmente um purê;
  • Voltou a dormir mais durante a noite, acorda uma vez de madrugada para mamar. Continua sendo amamentado em livre demanda.

Não mudou tanto esse mês para o anterior mas acredito que logo teremos novas grandes mudanças na vida desse bebê lindo!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Quatro anos de Gabriel!

Se existe um momento na minha vida que tudo mudou, foi no exato momento que me descobri gravida do Gabriel. Foi com essa reviravolta da vida que tudo passou a ter sentido. Isso parece muito clichê mas é a forma mais simples de explicar! Um filho consegue mexer com todas as suas estruturas e mudar todos os seus conceitos e planos de vida. O Gabriel fez isso e muito mais. A vida não teria nenhum sentido sem a presença dele e com certeza ele é a razão de tudo que acontece em minha vida, afinal ele iniciou toda essa transformação em mim.
Aos quatro anos já sabe muitas coisas, mantém diálogos, sabe choramingar e conseguir o que quer com fofura, é um menino tímido mas só pegar confiança que já pega fogo! 
São quatro anos e parece que foi ontem que estava a caminho do hospital e ansiosa pela sua chegada. Era um dia lindo, ensolarado e a nossa família estava  toda ansiosa na espera do nascimento. A cesárea foi marcada para a uma da tarde mas aconteceu às três. As três  da tarde você chegou a esse mundo e eu só quis saber de você desde então! 
Nem tudo são flores, você me faz perder a paciência pela sua persistencia e teimosia mas estou aprendendo a lidar com isso! 
Você é uma criança tão fácil de agradar etambém  se adapta a todas as mudanças. Com a chegada do seu irmão teve que aprender a ter paciência ( não aprendeu muito) e a entender que agora você tem que dividir a sua vida com ele mas é possível ver seu amor pelo seu irmão! Vocês já são uma dupla do barulho, já conseguem fazer arte juntos! 
Hoje e sempre eu vou desejar sempre mais anos e anos com você ao meu lado, que eu tenha sabedoria para te guiar e te transformar num cara legal, justo e com potencial para ser o melhor no que quiser ser ou fazer! 
Meu amor, eu te amo muito e obrigada por tudo que você é, não teria nada que eu midaria em você. 
Feliz quatro anos, meu amor! 




Amamentação, vinculo e escolhas #smam

Essa é a Semana Mundial da Amamentação e se existe um tema recorrente na minha vida é amamentar. O Gabriel mal foi amamentado, nunca foi exclusivo e desmamou com uns 50 dias e na época para mim foi um alivio. Sim, você leu certo, um alivio. Eu não gostava de amamentar, sofria demais e não conseguia sentir aquele tal amor por amamentar meu filho.
Junto com o aprendizado sobre o parto, criação com apego veio junto sobre a amamentação. Cai na real de que fui mal orientada e por esse motivo joguei a toalha e desisti da amamentação. Assim como no parto, coloquei como objetivo para um próximo filho, amamentar!
Quando descobri a gravidez do Joaquim, já sabia muitas coisas sobre o assunto mas é aquela coisa, só a pratica vai nos dizer o que da certo para nós ou não. De qualquer forma, tentei me preparar para a chegada desse momento: comprei uma almofada de amamentar, bombinha de tirar leite elétrica, pomada para rachadura, muitos absorventes para seio, bico de silicone, concha para o seio e aguardei.
O Joaquim nasceu e foi fascinante viver toda a emoção do parto e na primeira hora de vida ele mamou, pega correta e o colostro (primeiro leite) estava fluindo bem. Porém o bebê mama muitas e muitas vezes e começaram os problemas, o peito começou a doer, afinal do nada tinha alguém mamando muito e o peito não estava adaptado. No segundo dia o leite desceu de vez e meus peitos ficaram enorme e doloridos. Tinha tanto leite que meu bico do peito começou a apresentar fissuras e amamentar começou a ser um pesar novamente. O Joaquim só queria colo e peito o tempo todo, eu ficava quase o dia todo sentada e meus pés começaram a ficar inchados e eu comecei a querer desistir de novo, queria uma lata de leite e dormir. Chorei como um bebê e pedi para o Bruno comprar uma lata de leite de manhã e que eu ia desistir.
Tudo que eu havia comprado e deixado preparado para a amamentação, a unica coisa que usei de verdade foi a almofada de amamentação. Todos os outros utensílios foram dinheiros jogados no lixo!  
O que fez a real diferença para que eu conseguisse seguir com a amamentação foi a incrivel rede de apoio. A minha doula e as parteiras, ajudaram muito no pós parto, verificaram a pega, orientaram posições para facilitar a mamada, como massagear e ordenhar a mama porque tive um quase empedramento e também hiperlactação (quando jorra leite, dizem que é ótimo mas é péssimo porque o bebê engasga, não consegue mamar e fica irritado e chora, é muito ruim), me indicaram um grupo no facebook (grupos de facebook podem ser melhor amigo das mães) chamado GVA, me ajudou a tirar muitas dúvidas.
A minha família também sabia o quanto era importante para mim poder amamentar e todos me apoiaram. Me ajudaram desde afazeres domésticos, comida, brincar com o Gabriel e até mesmo me incentivar! 
O pediatra totalmente a favor da amamentação, que nunca me receitou fórmula e sempre me respeitou muito acreditando no meu potencial de amamentar meu bebê! Cheguei a ir em um outro pediatra e ele pesou o Joaquim e fez o maior terror da vida comigo, disse que o menino estava abaixo do peso e que se não engordasse 300g em uma semana, eu ia ter que tirar o peito e dar fórmula. Nem preciso dizer que nunca mais voltei lá!
Toda essa rede de apoio e informação foram fundamentais para o sucesso da amamentação, que sempre foi em livre demanda e aos cinco meses dei chupeta, porque voltaria logo ao trabalho e tinha muito receio de como ele ficaria sem peito e ainda bem que não desmamou mas tenho plena ciência que ele pode vir a ter confusão de bicos. Porque qualquer bico artificial seja ele, mamadeira, chupeta, bico de silicone no seio, tudo isso pode prejudicar e muito a amamentação. Dei a chupeta nos primeiros dias e ele quase desmamou por conta da confusão de bicos, então tirei a chupeta e seguimos sem ela ate o quinto mês e ai eu dei a chupeta e não tivemos nenhuma confusão de bico mas também ele não curte tanto a chupeta, é mais na hora do caos que ela salva mas é diferente de como o Gabriel era dependente da chupeta por exemplo! 
O Joaquim nunca tomou outro leite sem ser o meu e mesmo após o retorno ao trabalho ele continua a mamar! 
Não foi nada fácil chegar até aqui mas nós conseguimos e eu que já cheguei a pensar que peito não sustentava, que não amamentaria mais após os seis meses, estou aqui firme nos nove meses e sem nenhuma previsão de quando vamos desmamar! 
E se você não conseguiu amamentar por qualquer motivo que tenha sido não se culpe. Eu me culpei demais por não ter persistido na amamentação com o Gabriel mas depois percebi que hoje sou uma pessoa diferente e amadureci muito e graças ao Gabriel, pude proporcionar ao Joaquim a mãe que sou hoje! Nós fazemos aquilo que é possível sempre e somos humanas e por muitas vezes falhamos, eu acredito que tenha falhado com o Gabriel mas já superei e hoje vivo muito resolvida e tranquila com tudo isso. Mas ja me senti muito incomodada quando via post na internet ou mães comentando como são realizadas ao amamentar, me sentia atingida e isso só foi ruim para mim. Mulheres que são mães, são mães em qualquer circunstância, amamentando ou não, de parto normal ou cesárea e qualquer outra comparação que exista no mundo materno! 
Não vamos nos culpar mas também não vamos menosprezar as conquistas alheias. 

    Cinco dias

   Quinze dias

    Um mês 

    Dois meses

    Três meses

    Quatro meses

    Cinco meses 

    Seis meses

    Sete meses

    Oito meses

Muito amor líquido! 💕









quarta-feira, 27 de julho de 2016

O puerpério

Quando você está esperando aquele lindo serzinho ficar pronto na sua barriga, se pega imaginando como ele será lindo, como vocês vão viver lindos momentos de amor, mesmo sabendo que existe um trabalhinho, bebê da uma choradinha, tem que trocar uma fralda e amamentar também, tá tranquilo. Todos os comerciais e todas as mães sempre contam o quanto é uma delicia um bebezinho. Mas existe aí uma mentira, ninguém conta o lado B do pós parto! 
Bom quando o Gabriel nasceu, foi direto para o berçário e logo depois para a UTI, minhas preocupações eram voltadas ao meu bebê e a saúde dele e de início não tive a oportunidade de viver o pós parto tão intensamente mas bem isso não quer dizer que não vivi. Principalmente porque no hospital acabava me segurando para não chorar, sofrer e não queria demonstrar fragilidade. Era uma constante incerteza de quando ele teria alta e depois que teve era um medo sem fim dele morrer a qualquer momento. Morava com meus pais e tinha medo de incomodar, o choro, a bagunça, as noites eram mal dormidas mas como eu já estava dando mamadeira, foi menos cansativo e doloroso, amamentar doi muito no início, mas ainda assim sentia uma angustia constante de tudo, me sentia incomodada mesmo com tudo tranquilo. 
Enfim, o puerpério mais intenso são nos três primeiros meses do bebê mas pode durar até os dois anos, nós precisamos nos reencontrar como mulheres e mães, isso é bem difícil. Afinal quando o bebê nasce, morre uma mulher e renasce outra, isso é inevitavel. E essa situação também temos que nos acostumar pois nossa vida NUNCA mais sera a mesma!
O puerperio da segunda gestação foi bem mais intenso e louco. O Joaquim nasceu em casa, não tinha nenhuma enfermeira ou o berçário, era eu, o Bruno e o Gabriel, vivendo intensamente juntos. Tive uma rede de apoio mas ainda assim, eramos nós quatro aprendendo todo dia. Eu acreditei que me apaixonaria instantaneamente pelo meu bebê e por tudo que envolvia aquela situação mas me senti desesperada. No segundo dia abracei o Bruno e disse que foi um erro aquele filho, aquela segunda criança que dependia de mim, tinha o Gabriel e a vida de mãe de dois, sentia um medo absurdo de não dar conta de viver dali para frente. Tudo era muito cansativo e amamentar doia, eu estava acabada, descabelada, dolorida, o tempo todo de pijama ou só de sutiã, a primeira semana com certeza foi a pior. Como o trabalho de parto durou 13 horas e não parei de me movimentar um segundo, isso me deixou com dores musculares por uns 50 dias. Demorei quase três dias para dormir e descansar bem, pela intensidade dos momentos vividos no parto. Estava me sentindo realizada, apixonada mas ao mesmo tempo me sentia desesperada, com medo de não dar conta. Isso é puerpério! Eu chorei como um bebê quando meu leite desceu, meus peitos estavam enormes e doiam, o bebê não dava conta de mamar tudo e no meio daquilo tudo ainda tinha o Gabriel, que eu acabei tendo que deixar de lado para poder me dedicar exclusivamente à amamentação! A sensação que eu tinha era que tudo aquilo demoraria muito para passar. Um recém nascido que queria colo o tempo todo, enquanto isso uma criança de três anos e meio com muita energia, se sentindo deixado de lado e exigindo a minha atenção. No meio desse turbilhão estava eu, ao mesmo tempo estava apaixonada e desesperada, sentia vontade de receber visitas e ao mesmo tempo não queria ninguém em casa porque estava me adaptando a nossa nova vida, queria falar sobre o parto e também dicas de amamentacao mas ninguém que quisesse conversar comigo a não ser para me julgar ou para dizer que eu era tão louca! 
Mas bem, quem esta lendo deve pensar o seguinte, nossa que coisa horrorosa, porque passar por isso? Bom, digo que a mudança brusca e sem retorno mexe muito com as nossas diretrizes e temos que nos reconectar e direcionar tudo novamente! A vida começa a se encaixar, aos pouquinhos tudo vai tomando forma e quando a gente vê, essa vida é a nossa  e não conseguimos viver de outro jeito! 
Após a primeira semana e que finalmente consegui sair de casa, já foi um grande avanço. Vinte dias após o nascimento, finalmente deixou de ser dolorido amamentar e começou a ser prazeroso poder alcançar mais uma das vontades que tinha com o meu segundo filho. 
Depressão pós parto não tem nada a ver com isso, a situação é completamente diferente, a mulher ficar muito mal, triste, chega ao ponto de querer se matar ou matar o bebê. 
O pós parto ou puerpério é um momento pesado, principalmente porque não é comum que digam ou alertem essa nova mãe ou as mulheres num geral, todo mundo tem a ilusão que seja tudo lindo e maravilhoso, até é mas também não é simples e fácil! 
É bom sempre lembrar que cada um tem uma experiência e forma de vivenciar tudo isso e aqui só estou compartilhando o que foi essa experiência para mim! Uma das coisas mais incômodas no pós parto, é que alem desse turbilhão de coisas acontecendo, tem gente que vem palpitar e falar coisas que deixam a mãe confusa ou irritada. No meu caso, no Gabriel, como saiu do hospital só com quinze dias, por ter ficado na UTI, ele era o bebê bomba! Sim, ele ia ter um troço a qualquer momento, todos a nossa volta tinham medo de chegar perto e todos olhavam para mim com dó e obviamente rolava aquele olhar de: "nossa, um bebê cuidando de outro!", na gestação e pós parto ouvi absurdos de pessoas que deveriam me acolher, cuidar e auxiliar! 
No Joaquim, que nasceu em casa, era mãe louca, india, das pedras, sem noção, que queria se "amostrar". Sim, as pessoas começaram a me enxergar como se eu me sentisse superior, como se eu quizesse ser a diferentona. Num geral as pessoas falavam que eu era louca e que eu poderia ter matado o meu filho e também morrido. Ouvi muita besteira mas bem menos do que no Gabriel, afinal, aprendi a fazer a famosa cara de alface dar um sorrisinho e sair andando! 
Num geral o puerpério é uma loucura mas venho dizer que, vai passar! Como tudo na vida passa. Aproveite o que for possível e tenha calma. Isso pode ser um conselho para o futuro, sim! Hahahahah 

Beijos


terça-feira, 19 de julho de 2016

Você da conta de tudo?

Fazem quase dois meses que voltei ao trabalho. Tivemos que nos adaptar à distância, as mamadas, a rotina, a alimentação, os horários e agora que as coisas parecem ter se encaixado mas eu ainda não dou conta de fazer tudo! 
Acreditava que voltando ao trabalho, automaticamente conseguiria voltar a vida de antes da gravidez, com a rotina impecável e sempre fazer tudo do mesmo jeito. Limpar a casa, lavar a roupa, fazer a comida, ir ao mercado, na feira, cuidar dos filhos, banho, brincar e descansar também. 
Trabalho durante o dia e quando chego em casa é como se fosse outra vida, tenho tantas coisas para fazer e o tempo passa e chega a hora de dormir, todos dormem e passa da hora que eu deveria dormir e ainda assim não consigo fazer tudo! 
O Bruno fica durante o dia em casa com o Joaquim que é um bebê super agitado, ativo e solicita a gente o tempo todo! Não da tempo de organizar, limpar a casa, ainda que todos os dias a gente comece a fazer e nunca termina. O Gabriel esse mês esta em casa e ele não para um segundo, nem assistindo tv ou filme! Ele vive pulando, brincando, sujando e sim, isso é incrível mas isso também é cansativo. Ele mexe em coisas que não pode, quer brincar em lugares e com coisas perigosas que machucam, ou seja, precisa de supervisão o tempo todo.
Nesse meio tempo temos que fazer comida, trocar, limpar, dar banho, dar comida, brincar e pasmem, queremos descansar!!!
Porque sim, ouço muito das pessoas que se a gente aproveitasse quando eles estão dormindo ou se ficássemos menos vendo tv, filme, série, mexendo no celular ou qualquer coisa que for para nós, talvez desse mais tempo! Mas somos humanos, somos gente, precisamos de descanso, de algo feito para nós, por nós, ainda que por alguns minutos. 
Mesmo sabendo de tudo isso me sinto frustrada, não dou conta, minha casa ta uma bagunça sempre e todo dia. Na mesma proporção! Eu não consigo dedicar muito tempo aos meu filhos, dedico mais ao Joaquim por conta da amamentação mas ainda assim sei que não é o suficiente. Ser mãe de dois é incrível e isso não me faz mudar de ideia com o fato de querer mais filhos mas isso não quer dizer que seja tudo mil maravilhas! E eu que achei que a vida voltaria ao normal mas nós nunca mais somos iguais após o nascimento de um filhos, mesmo sendo o segundo! 
Acredito que conforme o Joaquim crescer as coisas pegam um ritmo e fique tudo mais tranquilo. Vou vivendo um dia de cada vez e sempre alguma coisa fica para trás. Eu comecei a parar de brigar comigo mesmo por não dar conta e a unica pergunta que ronda a minha cabeça é: alguém consegue dar conta?

Obrigada se você chegou até aqui, desabafar às vezes é preciso! 

Beijos 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Oito meses do Joaquim

O tempo passa muito rapido mesmo, meu pequeno está completando oito meses e evoluiu tanto nesse ultimo mês, então vamos lá




Na ultima semana tivemos que passar no PS Infantil porque o Joaquim estava com febre e descobrimos que ele está pesando 8kg e eu fiquei muito feliz. Tenho sempre a impressão que ele é muito pequeno ou magrelinho demais apesar da genética dele ser de uma criança magra, estou sempre preocupada com isso. 

Nós levamos ele ao PS porque estava com febre de 39 e nenhum outro sintoma aparente. De inicio achei que fossem dentes mas febre alta assim não pode ser um dente e no fim ele estava começando a ficar resfriado e agora esta todo congestionado mas a gengiva esta super inchada e acredito que logo os dentes chegam. Fazem duas semanas que estamos dorminado super mal, ele fica dando cabeçada na cama, no chão, na gente, coçando a boca e chora bastante. Dalhe colar de âmbar e nenê dente. 

Esta engatinhando super rapido e já fica em pé nos moveis. Essa semana subiu no sofazinho e foi pra cima do rack da sala. É um bebê bem esperto! Acredito que logo começa a andar.

Já bate palma, dá tchau, manda beijo (quando quer), tenta chamar a gente e chama a Mia. 

Adora brincar com o Gabriel e persegue ele aonde ele vai. 

Diferente do Biel, ele mexe em tudo, quer por o dedo na tomada, poe tudo que ele vê na boca. Tenta comer até as quinas do armário hahah 

Come super bem, ja esta comendo pedacinhos, mal amasso a comida. Estou começando a fazer papas como uma refeição nossa, menos sopa e mais arroz, feijão, legumes e a carne. Ele adora a comida e acredito que logo começa comer nossa comida. Definitivamente a fruta preferida é o mamão (o Gabriel não gostava de jeito nenhum). 

Continua mamando em livre demanda quando estou em casa. Continua não aceitando outro liquido. As vezes toma bem pouquinho agua e só. 

É isso, vamos acompanhando esse bebezinho crescer. 



terça-feira, 5 de julho de 2016

Meu marido não me ajuda

Existem alguns temas recorrentes na minha vida, um exemplo é parto, amamentação, criação de filhos e o famoso pai que ajuda. 
Eu poderia listar o nome ou a quantidade de mulheres mães e não mães que me dizem a seguinte frase: "ah mas o seu marido te ajuda né?" A ultima que eu ouvi antes desse post foi: "Nossa como você da conta de dois filhos e ainda trabalha fora? Ser mãe acaba com a gente, nossa ainda bem que ele (pai) te ajuda! Mas sempre sobra mais pra mulher. O homem não sabe fazer as coisas" 
O que eu posso começar a relatar nesse post é o seguinte: não, ele não me ajuda. Não consigo conceber a ideia de ter o pai dos meus filhos me ajudando a cuidar deles. Quem ajuda tá fazendo um favor e os pais tem a mesma responsabilidade que a mãe e é tão capaz. A unica coisa que meu marido não pode fazer foi gestar, parir e amamentar. Mas ainda assim participou de todos os processos e foi essencial para o sucesso de ambos. 
Todas as vezes que nós tocamos no assunto marido que ajuda, sempre vejo mulheres sobrecarregadas e maridos ganhando troféu por trocar fralda e vez e outra colocando os filhos para dormir, isso é ajuda mesmo, afinal a pessoa encara a situação como algo esporádico. 
Quando engravidei do Gabriel, eu e meu marido estávamos namorando e cada um morando em sua respectiva casa. Lá na minha casa eu fazia tudo, limpava, faxina pesada toda semana, cozinhava, passava roupa, fazia tudo na casa da minha mãe, então era a famosa moça prendada. Já marido morava com a mãe e o irmão, lá ele não lavava nem a própria louça, minha sogra era quem fazia tudo por lá, ela não achava ruim e assim as coisas seguiam. Eu sempre deixei muito claro para meu namorado que ao me casar com ele, dentro da nossa casa tudo seria dividido e que não era justo que eu fizesse tudo. Ele sempre concordou com isso e assim nos casamos felizes e saltitantes.
O Bruno sempre foi um excelente pai, sempre fez absolutamente tudo, banho, troca de fralda, colocar para dormir, brincar, dar comida, mamadeira, acordar de madrugada, enfim, nesse sentido eu não poderia jamais abrir a boca para reclamar mas ainda assim, sendo um pai presente e participativo ele era um marido que deixava muito a desejar no quesito, nossa casa, nossa comida, nossa vida e sim eu vivia sobrecarregada. Não era algo proposital mas ainda assim me incomodava demais a falta de interesse dele em tomar a iniciativa e fazer as coisas. Quando o Bruno voltou dos EUA, já quase no final da gestação do Joaquim, ele era um marido bem diferente do que ele foi. Nós conversamos muito sobre como a nossa vida seguiria já que com mais um filho na bagagem tudo ficaria mais cansativo e demandaria muito de nós dois.
O Bruno sempre foi um homem muito fácil de conversar e expor o que me incomodava e o que gostaria que ele mudasse, ele sempre foi aberto a novos aprendizados e isso conta bastante para a dinâmica que nós temos dentro da nossa casa. Meu marido não foi ensinado dentro da casa dele como deveria limpar, cozinhar, lavar as roupas e muito menos a cuidar de bebês ou crianças pequenas mas ele sempre foi alguém que fez questão de aprender e crescer. Na gravidez do Gabriel, sempre que alguém falava sobre o parto, ele falava da dor e que não gostaria de me ver sofrer, a cesárea era muito melhor. Quando eu comecei a aprender sobre parto humanizado, levei ele comigo para assistir o documentário "O Renascimento do Parto" e ele saiu da sala de cinema já concordando comigo que o próximo filho nasceria em casa. No parto do Joaquim nós dois eramos quase um só e foi ele que me manteve calma na maior parte do tempo. Quando estava no pós parto do Joaquim, chorando, sofria, querendo desistir e me entregar as loucuras do puerpério, foi ele que ficou ao meu lado dando todo o suporte necessário. Lembro de uma situação, quando o Joaquim nasceu, sentia muitas dores musculares por conta do parto ativo demais, só conseguia dormir direito no sofá, então ele ficou com o Gabriel e o Joaquim no quarto e durante a madrugada todas as vezes que eu precisava amamentar ele trazia o Joaquim, me ajudava a me ajeitar e ficava ao meu lado até ele terminar. Com os dois filhos, ele que sempre levantou da cama e foi acudir, ninar, acalmar, sempre é ele. Na criação do Gabriel, bater de frente com o mundo, principalmente com a educação não sexista, ensinando aos nossos filhos que o mundo não é dividido por gêneros, não existe coisas de meninas e meninos. Quando ele entrou numa crise de que não era útil ficando em casa com o Joaquim (rolou uma crise), busquei mais um documentário que demonstrasse a importância do vinculo entre eles, assistimos o filme " O Começo da Vida" e tantas outras coisas que ele aprendeu ao longo desses quase quatros anos sendo pai e meu marido.
Hoje dentro da nossa casa a vida funciona da seguinte maneira: meu marido fica em casa com o nosso filho mais novo, leva e busca o filho mais velho na escola, faz a maioria das coisas domésticas (lavar louça, preparar o jantar, varrer a casa, lavar a roupa e etc) e quem trabalha fora sou eu e sim continuo fazendo afazeres domésticos, afinal, não seria nenhum pouco justo largar tudo para ele fazer só porque eu trabalho fora. Não somos uma família convencional mas na nossa vida essa situação cabe perfeitamente e sabemos que somos muito julgados por essa escolha. A reação da maioria das pessoas quando contamos sobre isso é sempre de espanto, curiosidade e obviamente aquele olhar de julgamento, chocado e tendo certeza que os papeis foram trocados. Sim, nós percebemos. Mas isso não nos afeta, afinal é uma escolha muito consciente. 
O que eu quero dizer com toda essa história é que o nosso companheiro tem total capacidade de cuidar dos filhos, da casa, da vida, de tudo, igualzinho a nós e as únicas coisas impossíveis de serem feitas já mencionei no começo do post. Pai sabe fazer tudo sim, basta você permitir e se for necessário ensinar, afinal, ninguém nasce sabendo. Obvio que em sua maioria, o marido, namorado, amigado, pai do seu filho, não vai fazer nada igual a você e cabe a nós respeitar e permitir que ele faça a parte dele, da maneira dele. Você curte ser julgada? Então permita que ele aprenda e não julgue, por mais que dê muita vontade de mostrar "como se faz".
Então, não, meu marido não me ajuda. Nós aprendemos a dividir tudo, vamos compensando um o outro e fazendo o que é possível. Se eu tivesse que fazer tudo sozinha e com duas crianças pequenas, acho que enlouqueceria. Não é nada fácil, são muitas coisas a serem feitas e ter uma pessoa para dividir fica muito mais simples. 
Mas e por aí, como funciona a dinâmica da sua vida?



Beijos